Muitas pessoas que sofrem com crises de tontura ou vertigem recebem um diagnóstico de labirintite. Mas, na prátican, usa-se o termo “labirintite” para descrever qualquer disfunção vestibular, quando os sintomas reais associados a esse diagnóstico, que exigem tratamento farmacológico, são relativamente raros.
Em grande parte dos casos, o que o paciente tem é a VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna). Se você está tomando medicação há semanas e a sensação de desequilíbrio persiste, este artigo é para você.
Qual a diferença entre Labirintite e VPPB?
Embora os sintomas pareçam semelhantes, as causas são muito distintas:
- Labirintite: Obrigatoriamente afeta a audição e o paciente apresenta vertigem intensa e persistente, acompanhada de zumbido.
- VPPB: É um problema mecânico. São os famosos cristais soltos que se deslocam para onde não deveriam. A tontura é súbita e acontece principalmente com movimentos da cabeça, como ao deitar ou virar na cama.
Por que o remédio nem sempre resolve?
É aqui que muitos tratamentos falham. Medicamentos antivertiginosos (conhecidos como remédios para labirintite) atuam suprimindo o sistema vestibular. Eles são ótimos para aliviar a náusea em uma crise aguda, mas não conseguem recolocar os cristais no lugar.
Se o seu problema for mecânico (VPPB), o remédio apenas mascara o sintoma. Quando o efeito passa, a tontura volta. Além disso, o uso prolongado desses fármacos pode dificultar a compensação natural do cérebro, tornando o processo de melhora mais lento.
O caminho para a melhora: Reabilitação Vestibular
Se os medicamentos não estão resolvendo, o próximo passo não é trocar de remédio, mas sim buscar um diagnóstico funcional. A Fisioterapia Vestibular utiliza testes específicos para identificar exatamente qual canal do seu ouvido está com cristais deslocados.
Uma vez identificado, são realizadas manobras de reposição. São movimentos precisos que utilizam a gravidade para levar os cristais de volta ao seu lugar de origem. Sem agulhas, sem cirurgia e, muitas vezes, sem a necessidade de manter medicações por tempo indeterminado.
Como retomar sua segurança e equilíbrio
Viver com medo de uma nova crise de tontura gera ansiedade e isolamento social. Entender que o seu problema tem uma explicação física e uma solução prática é o primeiro passo para a recuperação.
A reabilitação não foca apenas em parar a tontura, mas também em exercícios para fortalecer o equilíbrio e prevenir quedas e acidentes, devolvendo a confiança para caminhar e realizar atividades do dia a dia.
Conclusão: o diagnóstico que faz diferença
O diagnóstico correto é a chave para o sucesso do tratamento. Se você sente que os tratamentos feitos até agora só resolveram o problema temporariamente, talvez seja o momento de avaliar a saúde do seu sistema vestibular de forma profunda.
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